Situada a 11 km da BR 265, que liga Barbacena a São João del-Rei, Dores de Campos é a terra do fazer artesanal em couro. Bolsas, pastas, malas, carteiras, calçados, cintos e objetos decorativos ali são produzidos por mãos habilidosas que dominam essa arte. Mas, a “especialidade da casa” é a fabricação de selas e acessórios de montaria que são exportados e enviados para todas as partes do país. Essa produção, que teve início entre os anos de 1835 e 1840, foi crescendo com o lugar e logo ganhou qualidade e fama.

Dores de Campos tem suas origens nas fazendas dos Campos das Vertentes que abasteciam a área da mineração com gêneros alimentícios no século 18. Mas, foi o Arraial da Patusca, surgido no século 19, que deu origem ao município. Em 17 de dezembro de 1938, esse arraial foi elevado à categoria de cidade com o nome de Dores de Campos, uma homenagem à Padroeira, Nossa Senhora das Dores.

Hoje, a produção e o comércio de artigos de couro movimentam a economia dessa ativa e acolhedora cidade. Praticamente, quase toda a população se ocupa dessa atividade. São várias as selarias que empregam boa parte da população e é comum encontrar a atividade, sendo realizada pelos moradores, no quintal da maioria das casas de Dores, produzindo selas e acessórios de todo tipo: rédeas, estribos, baixeiros, freios, cabrestos, barrigueiras, peitorais, mantas, etc. É uma verdadeira alegria para os lojistas do setor, fazendeiros, amantes da moda country e adeptos do Turismo Rural. A cidade abriga também uma grande indústria de equipamentos de segurança (botas, capacetes, luvas, capas, máscaras, etc).

Fora o comércio do couro, que atrai visitantes o ano todo, algumas festas agitam a cidade: o Carnaval, a Semana Santa, a Festa da Padroeira, em 15 de setembro, e o Aniversário da Cidade. A Lira Nossa Senhora das Dores é um precioso patrimônio artístico da cidade. Na paisagem urbana, destaca-se a Matriz de Nossa Senhora das Dores.
As lojas de Dores de Campos funcionam de segunda a sábado, das 8 às 18 horas.